quarta-feira, 29 de abril de 2009

Mato Grosso do Sul registra suicídio de um índio a cada dez dias

Uma situação lastimável, que exige uma política de valorização dos índios por parte dos governantes e da sociedade como um todo.


Mato Grosso do Sul registra suicídio de um índio a cada dez dias

Cleide Carvalho, O Globo

SÃO PAULO - Seis índios guarani-kaiowá se suicidaram só este ano no Mato Grosso do Sul, elevando para 40 o número de suicídios de integrantes da etnia no estado, entre janeiro de 2008 e fevereiro deste ano, registrados pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi). Outros 45 foram assassinados no período, três deles este ano. O número de suicídios é alarmante: uma morte a cada 10 dias. O último caso foi o de um jovem de 19 anos, que se enforcou em fevereiro dentro da Usina Quebra-Coco, no município de Sidrolândia, a 90 km de Campo Grande. P.G, achado morto pelo sogro, é um dos 18 jovens da aldeia, com até 20 anos de idade, que tiraram a própria vida de janeiro de 2008 para cá.


- A gente não foi preparado para enfrentar essa pressão - diz Anastácio Peralta, integrante da etnia e líder índigena.


A população de índios no Mato Grosso do Sul é a segunda maior do país, atrás apenas do Amazonas. Cerca de 70 mil índios vivem no estado, dos quais 40 mil são guarani-kaiowá. A maior parte dos suicídios - e dos assassinatos - ocorre na aldeia Bororó, em Dourados, a 225 km de Campo Grande, onde cerca de 13 mil índios vivem confinados num espaço de 3.500 hectares, sem condições de plantio. Com pouco espaço e a mistura de famílias numerosas que antes viviam em outras áreas do estado, a aldeia se assemelha a um caldeirão prestes a explodir.


A situação dos índios em Mato Grosso do Sul foi classificada como a mais trágica e preocupante do país em documento divulgado neste fim de semana pela 47ª Assembléia da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Segundo o documento, 213 casos de demarcação de terras indígenas no país, de um total de 846 catalogadas pelo Cimi, sequer tiveram iniciados os processos legais de tramitação. "Se não forem tomadas medidas imediatas, mais um genocídio chegará a se consumar em pleno século XXI", diz o documento sobre a situação dos guarani-kaiowá.


- Os suicídios são consequência do desespero. Os índios estão confinados num espaço pequeno, onde não conseguem sobreviver. É preciso que as autoridades parem de empurrar com a barriga as discussões em torno do assunto, inclusive a aprovação do Estatuto do Índio - diz Erwin Kräutler, presidente do Cimi e bispo do Xingu.


Na semana passada, uma índia de apenas 13 anos de idade, grávida de seis meses, foi resgatada de um cativeiro onde era mantida por dois índios, um deles de 70 anos. Não se sabe ainda quem engravidou a menina. O índio Anastácio Peralta diz que a aldeia já não abriga apenas índios guarani-kaiowá ou terenas, agrupados todos num único espaço, mas homens que vivem na região e acabam se casando com as jovens das tribos.


Egon Heck, coordenador do Cimi em Dourados, conta que o alcoolismo e a violência são crescentes, decorrentes da falta de perspectivas do povo guarani-kaiowá.


- Em agosto passado, a Funai designou uma equipe para percorrer e identificar as áreas que pertencem aos índios e estão ocupadas por grandes fazendas produtoras de soja e cana-de-açúcar, mas ela enfrenta a resistência dos empresários, que recorrem à Justiça para impedir a entrada dos integrantes da comissão - diz Heck.


No total, cerca de 30 mil hectares do estado são áreas ocupadas por índios, mas a disputa por terras é diária.


Segundo dados do governo do estado do Mato Grosso do Sul, atualmente 14 usinas de açúcar e álcool estão operando. Até 2015, serão mais 28 unidades industriais em funcionamento. Uma das últimas a receber incentivos do governo do estado, a Usina Terra Verde Bioenergia, de Nova Andradina, anunciou produção plena em 2011 e capacidade para moagem 3,5 milhões de toneladas de cana ao ano.


Assim como o jovem P.G, centenas de índios têm se submetido a trabalhar nas usinas de cana-de-açúcar para sobreviver. A situação, porém, repete até hoje o estigma dos índios no descobrimento do Brasil:
- Os fazendeiros acusam a gente de preguiçoso, dizem que a gente não sabe trabalhar igual a eles. Dizem que a gente atrapalha o progresso. A gente trabalha para sobreviver. Na aldeia, planta mandioca e milho, mas falta espaço - explica Peralta.


De acordo com Heck, no município de Antonio João, na fronteira com o Paraguai, as terras indígenas já demarcadas somam 9.300 hectares. No entanto, cerca de 700 índios vivem num espaço de 100 hectares, já que os empresários brigam na Justiça pela posse. Estes índios foram despejados em 2005 da reserva Ñande Ru Marangatu por uma liminar do então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Nelson Jobim, num mandado de segurança movido pelo pecuarista Pio Silva e mais 15 pessoas que detinham título de propriedade terra na área demarcada. Os 100 hectares só foram cedidos depois que os índios passaram seis meses acampados à beira da MS-304, que corta a cidade. Durante este período, o acampamento foi atacado e um índio foi morto.


Um levantamento realizado pela Procuradoria Regional da República da 3ª Região (PRR-3) indica que 87 processos envolvendo disputa de terras indígenas tramitam no Tribunal Regional Federal (TRF-3), em fase de recurso. As ações são movidas por fazendeiros que tentam impedir a demarcação de territórios indígenas pela Funai. Nos processos, eles pedem que a Justiça reconheça a posse de terra em favor de fazendeiros ou declare que suas fazendas não foram tradicionalmente ocupadas pelos índios.


Sem solução à vista, a situação tende a se agravar, alerta o bispo Erwin Kräutler.


A aldeia Bororó está cercada por plantações de cana e soja. Segundo o índio Peralta, que integra o Conselho Nacional de Política Indigenista, os índios querem que seja apressada a identificação de áreas ocupadas por seus antepassados, para que parte delas retornem às etnias.


- Nossa situação é pior do que a dos sem-terra. A gente não tem a luta no modelo do branco, fica esperando, esperando... Queria que a Justiça tivesse um olhar para a gente, respeitasse nosso direito. Aqui não se respeita, dizem que a gente só dá prejuízo - lamenta Peralta, referindo-se às ocupações dos sem-terra.


Aos 48 anos, pai de três filhos, avô de três netos, Peralta diz que seu filho mais velho já vive a nova realidade e trabalha numa usina da região. Engajado no movimento indígena, ele hoje cursa Pedagogia, mas toca roça numa aldeia das aldeias sul-matogrossenses, no Tiju.


Peralta reconhece que, fora a desesperança, a violência assola as comunidades indígenas do estado e pede parceria da Polícia Federal para aumentar a segurança nas aldeias, afastando os traficantes de drogas.


- O cacique não dá mais conta. Hoje o índio cumpre pena, no modelo do branco. Mas quem vai cumprir pena na sociedade do branco sai pior. Preferia uma punição que recuperasse, na família. Antes, quando o índio errava, tinha de rezar, trabalhar na roça, cantar à noite, carpir e seguir o conselho dos mais velhos. Agora, não resolve mais, a cultura foi enfraquecida - admite.


Fonte: http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2009/04/27/mato-grosso-do-sul-registra-suicidio-de-um-indio-cada-dez-dias-755455218.asp

terça-feira, 14 de abril de 2009

Doenças Imaginárias



Somos defrontados com freqüência por aflitivo problema cuja solução reside em nós.

A ele debitamos longas fileiras de irmãos nossos que não apenas infelicitam o lar onde são chamados à sustentação do equilíbrio, mas igualmente enxameiam nos consultórios médicos e nas casas de saúde, tomando o lugar de necessitados autênticos.

Referimo-nos às criaturas menos vigilantes, sempre inclinada ao exagero de quaisquer sintomas ou impressões e que se tornam doentes imaginários, vítimas que se fazem de si mesmas nos domínios das moléstias-fantasmas.

Experimentam, às vezes, leve intoxicação, superável sem maiores esforços, e, dramatizando em demasia pequeninos desajustes orgânicos, encharcam-se de drogas, respeitáveis quando necessárias, mas que funcionam a maneira de cargas elétricas inoportunas, sempre que impropriamente aplicadas.

Atingido esse ponto, semelhantes devotos da fantasia e do medo destrutivo caem fisicamente em processos de desgastes,cujas as conseqüência ninguém pode prever, ou entram, modo imperceptíveis para eles, nas calamidades sutis da obsessão oculta, pelas quais desencarnados menos felizes lhes dilapidam as forças.

Depois disso, instalada a alteração do corpo ou da mente, é natural que o desequilíbrio real apareça e se consolide, trazendo até mesmo a desencarnação precoce, em agravo de responsabilidade daqueles que se entibiam diante da vida, sem coragem para trabalhar, sofrer e lutar.Precatemo-nos contra esse perigo absolutamente dispensável.

Se uma dor aparece, auscultemos nossa conduta, verificando se não demos causa à benéfica advertência da Natureza.
Se surge a depressão nervosa, examinemos o teor das emoções a que estejamos entregando as energias do pensamento, de modo a saber se o cansaço não se resume a um aviso salutar da própria alma, para que venhamos a clarear a existência e o rumo.

Antes de lançar qualquer pedido angustiado de socorro, aprendamos a socorrer-nos através da auto-análise, criteriosa e consciente.
Ainda que não seja por nós, façamos isso pelos outros, aqueles outros que nos amam e que perdem, inconseqüentemente, recurso e tempo valiosos, sofrendo em vão com a leviandade e a fraqueza de que fornecemos testemunhos.

Nós que nos esmeramos no trabalho desobssessivo, em Doutrina Espírita, consagremos a possível atenção a esse assunto, combatendo as doenças-fantasmas que são capazes de transformar-nos em focos de padecimentos injustificáveis a que nos conduzimos por fatores lamentáveis de auto-obsessão.

ANDRÉ LUIZ - ("Doenças Fantasmas") - (Do livro "Estude e Viva", F. C. Xavier e Waldo Vieira)

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Visão Espírita da Páscoa



Marcelo Henrique Pereira (*)
http://aeradoespirito.sites.uol.com.br/A_ERA_DO_ESPIRITO_-_Portal/ARTIGOS/ArtigosGRs3/VISAO_ESPIR_DA_PASCOA_MH.html

Eis-nos, uma vez mais, às vésperas de mais uma Páscoa. Nosso pensamento e nossa emoção, ambos cristãos, manifestam nossa sensibilidade psíquica. Deixando de lado o apelo comercial da data, e o caráter de festividade familiar, a exemplo do Natal, nossa atenção e consciência espíritas requerem uma explicação plausível do significado da data e de sua representação perante o contexto filosófico-científico-moral da Doutrina Espírita.

Deve-se comemorar a Páscoa? Que tipo de celebração, evento ou homenagem é permitida nas instituições espíritas
? Como o Espiritismo visualiza o acontecimento da paixão, crucificação, morte e ressurreição de Jesus?

Em linhas gerais, as instituições espíritas não celebram a Páscoa, nem programam situações específicas para “marcar” a data, como fazem as demais religiões ou filosofias “cristãs”. Todavia, o sentimento de religiosidade que é particular de cada ser-Espírito, é, pela Doutrina Espírita, respeitado, de modo que qualquer manifestação pessoal ou, mesmo, coletiva, acerca da Páscoa não é proibida, nem desaconselhada.

O certo é que a figura de Jesus assume posição privilegiada no contexto espírita, dizendo-se, inclusive, que a moral de Jesus serve de base para a moral do Espiritismo. Assim, como as pessoas, via de regra, são lembradas, em nossa cultura, pelo que fizeram e reverenciadas nas datas principais de sua existência corpórea (nascimento e morte), é absolutamente comum e verdadeiro lembrarmo-nos das pessoas que nos são caras ou importantes nestas datas. Não há, francamente, nenhum mal nisso.

Mas, como o Espiritismo não tem dogmas, sacramentos, rituais ou liturgias, a forma de encarar a Páscoa (ou a Natividade) de Jesus, assume uma conotação bastante peculiar. Antes de mencionarmos a significação espírita da Páscoa, faz-se necessário buscar, no tempo, na História da Humanidade, as referências ao acontecimento.

A Páscoa, primeiramente, não é, de maneira inicial, relacionada ao martírio e sacrifício de Jesus. Veja-se, por exemplo, no Evangelho de Lucas (cap. 22, versículos 15 e 16), a menção, do próprio Cristo, ao evento: “Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes da minha paixão. Porque vos declaro que não tornarei a comer, até que ela se cumpra no Reino de Deus.” Evidente, aí, a referência de que a Páscoa já era uma “comemoração”, na época de Jesus, uma festa cultural e, portanto, o que fez a Igreja foi “aproveitar-se” do sentido da festa, para adaptá-la, dando-lhe um novo significado, associando-o à “imolação” de Jesus, no pós-julgamento, na execução da sentença de Pilatos.

Historicamente, a Páscoa é a junção de duas festividades muito antigas, comuns entre os povos primitivos, e alimentada pelos judeus, à época de Jesus. Fala-se do “pesah”, uma dança cultural, representando a vida dos povos nômades, numa fase em que a vinculação à terra (com a noção de propriedade) ainda não era flagrante. Também estava associada à “festa dos ázimos”, uma homenagem que os agricultores sedentários faziam às divindades, em razão do início da época da colheita do trigo, agradecendo aos Céus, pela fartura da produção agrícola, da qual saciavam a fome de suas famílias, e propiciavam as trocas nos mercados da época. Ambas eram comemoradas no mês de abril (nisan) e, a partir do evento bíblico denominado “êxodo” (fuga do povo hebreu do Egito), em torno de 1441 a.C., passaram a ser reverenciadas juntas. É esta a Páscoa que o Cristo desejou comemorar junto dos seus mais caros, por ocasião da última ceia.

Logo após a celebração, foram todos para o Getsêmani, onde os discípulos invigilantes adormeceram, tendo sido o palco do beijo da traição e da prisão do Nazareno.

Mas há outros elementos “evangélicos” que marcam a Páscoa. Isto porque as vinculações religiosas apontam para a quinta e a sexta-feira santas, o sábado de aleluia e o domingo de páscoa. Os primeiros relacionam-se ao “martírio”, ao sofrimento de Jesus – tão bem retratado neste último filme hollyodiano (A Paixão de Cristo, segundo Mel Gibson) –, e os últimos, à ressurreição e a ascensão de Jesus.

No que concerne à ressurreição, podemos dizer que a interpretação tradicional aponta para a possibilidade da mantença da estrutura corporal do Cristo, no post-mortem, situação totalmente rechaçada pela ciência, em virtude do apodrecimento e deterioração do envoltório físico. As Igrejas cristãs insistem na hipótese do Cristo ter “subido aos Céus” em corpo e alma, e fará o mesmo em relação a todos os “eleitos” no chamado “juízo final”. Isto é, pessoas que morreram, pelos séculos afora, cujos corpos já foram decompostos e reaproveitados pela terra, ressurgirão, perfeitos, reconstituindo as estruturas orgânicas, do dia do julgamento, onde o Cristo, separá justos e ímpios.

A lógica e o bom-senso espíritas abominam tal teoria, pela impossibilidade física e pela injustiça moral. Afinal, com a lei dos renascimentos, estabelece-se um critério mais justo para aferir a “competência” ou a “qualificação” de todos os Espíritos. Com “tantas oportunidades quanto sejam necessárias”, no “nascer de novo”, é possível a todos progredirem.

Mas, como explicar, então as “aparições” de Jesus, nos quarenta dias póstumos, mencionadas pelos religiosos na alusão à Páscoa?

A fenomenologia espírita (mediúnica) aponta para as manifestações psíquicas descritas como mediunidades. Em algumas ocasiões, como a conversa com Maria de Magdala, que havia ido até o sepulcro para depositar algumas flores e orar, perguntando a Jesus – como se fosse o jardineiro – após ver a lápide removida, “para onde levaram o corpo do Raboni”, podemos estar diante da “materialização”, isto é, a utilização de fluido ectoplásmico – de seres encarnados – para possibilitar que o Espírito seja visto (por todos). Igual circunstância se dá, também, no colóquio de Tomé com os demais discípulos, que já haviam “visto” Jesus, de que ele só acreditaria, se “colocasse as mãos nas chagas do Cristo”. E isto, em verdade, pelos relatos bíblicos, acontece. Noutras situações, estamos diante de uma outra manifestação psíquica conhecida, a mediunidade de vidência, quando, pelo uso de faculdades mediúnicas, alguém pode ver os Espíritos.

A Páscoa, em verdade, pela interpretação das religiões e seitas tradicionais, acha-se envolta num preocupante e negativo contexto de culpa. Afinal, acredita-se que Jesus teria padecido em razão dos “nossos” pecados, numa alusão descabida de que todo o sofrimento de Jesus teria sido realizado para “nos salvar”, dos nossos próprios erros, ou dos erros cometidos por nossos ancestrais, em especial, os “bíblicos” Adão e Eva, no Paraíso. A presença do “cordeiro imolado”, que cumpre as profecias do Antigo Testamento, quanto à perseguição e violência contra o “filho de Deus”, está flagrantemente aposta em todas as igrejas, nos crucifixos e nos quadros que relatam – em cores vivas – as fases da via sacra.

Esta tradição judaico-cristã da “culpa” é a grande diferença entre a Páscoa tradicional e a Páscoa espírita, se é que esta última existe. Em verdade, nós espíritas devemos reconhecer a data da Páscoa como a grande – e última lição – de Jesus, que vence as iniqüidades, que retorna triunfante, que prossegue sua cátedra pedagógica, para asseverar que “permaneceria eternamente conosco”, na direção bussolar de nossos passos, doravante.

Nestes dias de festas materiais e/ou lembranças do sofrimento do Rabi, possamos nós encarar a Páscoa como o momento de transformação, a vera evocação de liberdade, pois, uma vez despojado do envoltório corporal, pôde Jesus retornar ao Plano Espiritual para, de lá, continuar “coordenando” o processo depurativo de nosso orbe. Longe da remissão da celebração de uma festa pastoral ou agrícola, ou da libertação de um povo oprimido, ou da ressurreição de Jesus, possa ela ser encarada por nós, espíritas, como a vitória real da vida sobre a morte, pela certeza da imortalidade e da reencarnação, porque a vida, em essência, só pode ser conceituada como o amor, calcado nos grandes exemplos da própria existência de Jesus, de amor ao próximo e de valorização da própria vida.

Nesta Páscoa, assim, quando estiveres junto aos teus mais caros, lembra-te de reverenciar os belos exemplos de Jesus, que o imortalizam e que nos guiam para, um dia, também estarmos na condição experimentada por ele, qual seja a de “sermos deuses”, “fazendo brilhar a nossa luz”.

Comemore, então, meu amigo, uma “outra” Páscoa. A sua Páscoa, a da sua transformação, rumo a uma vida plena.

(*) Marcelo Henrique Pereira, Mestre em Ciência Jurídica, Presidente da Associação de Divulgadores do Espiritismo de Santa Catarina e Delegado da Confederação Espírita Pan-Americana para a Grande Florianópolis (SC)
http://www.abrade.com.br/pascoa.html

quarta-feira, 25 de março de 2009

Aumento de suicídios no Japão preocupa governo


Ewerthon Tobace
São Paulo



O aumento no número de suicídios neste início de ano e o profundamento da crise econômica estão causando grande preocupação no Japão. Em janeiro houve um aumento de 15% no número de casos em comparação com o mesmo mês no ano anterior. Segundo fontes do governo, a preocupação neste ano é maior por causa da crise econômica que afetou seriamente o país no final de 2008.

Pessoas que perderam o emprego nos últimos meses do ano passado começam a passar por dificuldades agora, após o fim do seguro-desemprego.

O benefício é pago por no mínimo três meses a assalariados despedidos e pode ser recebido, dependendo da faixa etária e de outros fatores, por até um ano. Muitos dos que perderam o emprego em novembro de 2008, por exemplo, devem ter recebido a última parcela do seguro agora em março.

O final de março é considerado pelas autoridades e especialistas um período crítico. Chamado na literatura psiquiátrica local de "problema de março", o pico no número de mortes coincide com os exames vestibulares e início da temporada de contratações. Muitos dos que ficam de fora do sistema, sem outras perspectivas, optam por acabar com a própria vida.

Somente em janeiro deste ano, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Polícia, foram registrados 2.645 suicídios. Isto representa um aumento de 15% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram notificados 2.305 casos.

Em 2008, o número total ficou próximo dos 32 mil, ultrapassando a marca dos 30 mil pelo 11º ano consecutivo. No ano anterior, foram registrados 33.093.

A média nacional é de um suicídio a cada 20 minutos. Nas piores épocas, o tempo entre uma morte e outra cai para até 15 minutos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, entre os países ricos o Japão está em segundo no ranking de suicídios, atrás da Rússia. Lá, a média de suicídios é de 40 a cada 100 mil pessoas. No Japão a média é de 24 e, no Brasil, cinco.

A província de Yamanashi é a campeã entre os lugares onde ocorrem suicídios no Japão. Em 2008, a média foi de 40,8 a cada 100 mil pessoas. A explicação é a existência da floresta Aokigahara, também conhecida como "floresta dos suicidas", considerada o segundo lugar mais famoso do mundo para se matar - atrás somente da Ponte Golden Gate, em São Francisco, nos Estados Unidos.

Pessoas de várias partes do Japão adentram todos os meses a densa floresta e se matam por lá. Parte da popularidade é por causa de um romance chamado Kuroi Jukai (Mar Negro de Árvores, numa tradução livre). A história termina com o casal de namorados se suicidando naquela floresta.

Desde 1950, o local registra todos os anos ao menos 30 suicídios. O governo da província tem investido nos últimos anos em projetos para diminuir o número de mortes e perder o título nada agradável.

"O fato de as pessoas estarem perdendo o emprego nos preocupa muito", admitiu à BBC Brasil Yumi Kimura, 34 anos, chefe do Departamento de Estudos Vitalícios do governo de Yamanashi. "Por isso, começamos uma campanha de prevenção na região com distribuição de pôsteres e cartazes com informações sobre onde procurar ajuda", contou.

O material pode ser encontrado nos táxis, pontos turísticos e hotéis da região. "Também criamos uma rede de comunicação com os moradores locais, que voluntariamente tomam conta dos arredores de suas moradias", disse Yumi. Caso o morador perceba alguma atitude estranha de visitantes, ele comunica a central.

O governo central também trabalha para evitar suicídios no país. O objetivo é reduzir em até 20% o número de suicídios até 2016. Entre as medidas estão o treinamento de conselheiros e o apoio a organizações sem fins lucrativos. Também existe um projeto de realização de palestras de alerta em escolas e empresas.

Porém, o problema é de difícil solução, pois o suicídio é visto como uma opção honrosa pela sociedade japonesa em geral, principalmente nos casos de homens que não conseguem mais garantir o sustento da família e daqueles acusados de corrupção.

Historicamente, a tradição samurai de se matar em nome da honra e o caso dos camicases, que faziam operações suicidas na Segunda Guerra Mundial, dão respaldo ao suicídio. Além disso, as principais religiões do país, o budismo e o xintoísmo, são neutras em relação ao assunto.
Além do governo, algumas empresas têm criado projetos para tentar conter os suicidas. A Companhia Ferroviária Keihin Electric Express, por exemplo, instalou no ano passado, em algumas plataformas de suas estações de trem, uma lâmpada de cor azul. A cor teria o poder de "acalmar" as pessoas. Segundo a empresa, desde que as lâmpadas foram trocadas, há 11 meses, não ocorreram mais suicídios naquelas plataformas. Outras companhias ferroviárias estão seguindo o exemplo e também começaram a instalar as lâmpadas azuis para realizar um período de experiência.

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Fonte: http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI3657515-EI8143,00-Aumento+de+suicidios+no+Japao+preocupa+governo.html

segunda-feira, 23 de março de 2009

Morte voluntária


Morte voluntária


Analisar as causas do suicídio e achar formas de prevenção é um enigma, mas possível, segundo especialistas

Por Lílian Cardoso


Depressão é um dos fatores que pode desencadear o desejo suicida, tal como Transtorno Afetivo Bipolar


Mahnaz tinha 6 anos quando sua mãe jogou gasolina nela, nos dois irmãos e em si própria. Queria todos mortos. Estava cansada das traições do marido, mais ainda de apanhar quando reclamava. Seria uma maneira de puni-lo e de mostrar que, assim como ele, era capaz de atitudes extremas. Até hoje, Mahnaz não se recorda do que aconteceu naquele dia, só que em momento algum teve medo, apenas pena da mãe, que chorava muito e acabou indo embora para a casa de seus pais, deixando-os sozinhos e encharcados de combustível".


O apelo nestas primeiras linhas não é literário. A história - uma mostra da realidade que atormenta muitos lares - é verídica. A Organização Mundial da Saúde calcula que, diariamente, cerca de 60 mil pessoas tentam se matar. Aproximadamente 3 mil conseguem. O número de suicídios cresceu em 60% nos últimos 45 anos. Mas mesmo considerado como um grave problema de saúde pública mundial, o tema ainda é tratado como tabu.


O mistério que envolve o ato faz filósofos, psiquiatras e psicólogos se debruçarem na angustiante busca de porquês. É um caminho árduo de respostas e considerações. Analisar de fato o termo "suicídio" e não encará-lo de forma preconceituosa ou romanceada - como foi feito em Os sofrimentos do jovem Wherter, de Johann Wolfgang von Goethe - é tarefa dificílima.


A jornalista pernambucana Paula Fontenelle é um dos raros exemplos, no Brasil, de quem encarou essa missão, enfrentou o tema e não excluiu qualquer detalhe da própria dor. Foram três anos de pesquisa até concluir Suicídio - O futuro interrompido, obra que foi lançada em outubro de 2008 pela editora Geração Editorial, de São Paulo.


Assim como Mahnaz - que por sorte escapou da morte - Paula, que narra esta história nas primeiras páginas do livro, sentiu na própria pele a herança do suicídio. Em 2005 o pai se matou com um tiro na cabeça. Chocada com a tragédia familiar e inconformada, a jornalista iniciou uma pesquisa. "Num momento deste, a gente quer respostas, quer entender o que leva alguém a tirar a própria vida. Fica um buraco e uma busca insaciável por informação", descreve.


Paula recorreu às obras de Durkheim, Freud, Aristóteles, além da leitura de várias e recentes publicações estrangeiras. A jornalista também resgatou a história do pai em um dos capítulos da sua obra - certamente o mais difícil, pois analisa o problema a partir do próprio drama. "A idéia inicial era ajudar as pessoas que vivem o que passei, mas depois que estudei bastante vidao assunto pude enxergar outra possibilidade: a de evitar o suicídio. Como? Identificando os sinais e se aproximando, de forma direta, da pessoa em risco. O que nos falta é informação e é essa lacuna que quero preencher", revela Paula que entrevistou inclusive o psicólogo norte-americano Edwin Schneidman, conhecido como o pai da suicidologia moderna e responsável pela abertura, na década de 1960, do primeiro centro de prevenção ao suicídio nos Estados Unidos.

Vida em Morte
Cerca de 1 milhão de pessoas morrem por ano em decorrência do suicídio. Ou seja, perde- se mais vida com suicídio anualmente do que em todas as guerras e homicídios no mundo. Ainda segundo a OMS, se a prevenção não passar a ser encarada seriamente, esta fatalidade pode chegar a 1,5 milhão em 2020 e de 10 a 20 vezes mais em termos de tentativas.


A previsão significa uma morte a cada 20 segundos e uma tentativa a cada um ou dois segundos. Este índice representa um crescimento de 74% em relação às 877 mil mortes voluntárias registradas em 2002. Nos relatórios mundiais, o suicídio está entre as três maiores causas de morte na faixa etária de 15-44 anos. A cada ano, aproximadamente 100 mil adolescentes se suicidam no mundo.


As taxas mais altas estão no Leste Europeu, particularmente os que faziam parte da União Soviética. As mais baixas estão na América Latina, nos países islâmicos e em alguns países asiáticos. Mas os números servem apenas como referência, porque não se sabe até que ponto a subnotificação - inclusive no Brasil - impacta os índices mundiais. Em relação aos países africanos não há um registro específico sobre a incidência de suicídio, são poucas as informações e pesquisas divulgadas nesse continente.


Fatores de Risco
A Organização Mundial da Saúde estima que 60 mil pessoas tentam se matar, e que 3 mil têm êxito


Quando sabemos que alguém se suicidou, a primeira pergunta que vem à nossa mente é 'por quê'? E a resposta, normalmente, é vazia. Vazia no sentido em que não diminui nossa indignação, nossa dificuldade em compreender que alguém desistiu da vida. Na verdade, muito já foi pesquisado sobre o assunto e a principal conclusão desses estudos é que em mais de 90% dos casos de suicídio, existe um transtorno mental associado.


Em 2002, a Organização Mundial da Saúde realizou um levantamento em diferentes regiões do mundo. Em quase 16 mil suicídios, em apenas 3% não foi possível fazer um diagnóstico psiquiátrico. No topo da lista vem a depressão. Normalmente a doença ou não foi diagnosticada ou o tratamento não foi seguido (ou prescrito) adequadamente. Mas é preciso deixar claro que a doença não é uma sentença de morte, ao contrário, apenas uma média de 15% daqueles que apresentam depressão grave se suicidam.


Embora a depressão esteja no topo da lista, algumas doenças psíquicas também podem aumentar o risco de suicídio. É o caso do Transtorno Afetivo Bipolar, caracterizado por alternâncias entre fases de mania (hiperatividade) e depressão. O TAB afeta cerca de 1,5% das pessoas. Entre 20% a 50% dos doentes tentam suicídio. Portanto, se essas doenças forem diagnosticadas e tratadas com seriedade, o suicídio pode ser prevenido.

" Perde-se mais vida com suicídio anualmente do que em todas as guerras e homicídios no mundo "


Um tema silencioso
No Brasil, onde prevenção de suicídios ainda não é tratada como prioridade, o tema é pouco discutido. O motivo talvez seja a prioridade que é dada à violência urbana. Enquanto de 3 a 4 mil pessoas morrem anualmente por suicídio, o País registra cerca de 45 mil assassinatos no mesmo período.


Mas isto é apenas parte do problema. O medo e o desconhecimento também estimulam o silêncio, seja das autoridades responsáveis pelos registros de óbito, seja a própria sociedade que ainda se cala diante da morte voluntária. Em alguns casos a própria família pede que a real causa mortis seja camuflada por eufemismos como "acidente com arma de fogo", entre outros.
No que diz respeito aos números, o Brasil segue os padrões mundiais, três mortes de homens para cada mulher e elevação nos índices de morte voluntária nos jovens entre 15 e 24 anos. Nessa faixa etária, as taxas entre 1980 e 2000 foram multiplicadas por dez, passando de 0,4 para 4.


Na opinião de Paula Fontenelle, a sociedade ainda não está pronta para este debate, e isso inclui o poder público, mas é preciso que alguém dê o pontapé inicial. "No Brasil, a violência urbana é o grande vilão das mortes, mesmo assim pouco é feito para solucionar o problema. Por trás desta atitude está o medo de encarar o suicídio como um fato, assim como vemos hoje tratarem a depressão que antes era igualmente tabu".


Um dos capítulos do livro trata da postura da mídia em relação ao suicídio, uma postura também distanciada e superficial. O motivo é o receio de que a publicação de reportagens estimule o que os especialistas chamam de 'contágio'. "É verdade que isso pode ocorrer, mas o silêncio não ajuda. O que nós jornalistas precisamos é abordar a morte voluntária de forma responsável e não sensacionalista. Temos uma imensa responsabilidade em tratar o assunto adequadamente para ajudar na prevenção", defende.


A família e os amigos têm de estar atentos aos sinais de comportamento suicida. Muitas vezes o indivíduo dá pistas de que irá se matar.


Mitos sobre suicídio
Durante três anos de pesquisa, a autora identificou alguns mitos que norteiam o tema e, nas entrevistas, procurou esclarecimento para cada um deles. Em capítulo específico, Paula listou as dez principais inverdades e analisou uma a uma baseada em considerações de especialistas. "Quem vive ameaçando se suicidar nunca o faz". Segunda a autora, este é o mito mais difundido.
De fato, as pesquisas mundiais indicam que mais de 90% daqueles que tiram a própria vida dão sinais de que irão fazê-lo, entre eles, a verbalização de que não querem mais viver. O comportamento autodestrutivo, as palavras de desesperança sempre se apresentam como pedidos de ajuda. "Mas é preciso que exista alguém do outro lado que identifique os sinais, enxergue o sofrimento do outro e parta para a ação", explica.


A crença de que quem diz não faz é ainda mais recorrente quando vem de um jovem, porque é visto como algo característico de adolescentes, seja na forma de exagero nas emoções ou ainda uma maneira para chamar a atenção. A simples verbalização de querer morrer, normalmente já é um sinal de que há algo a ser investigado.


Outro mito em destaque é acreditar que ao perguntar a alguém se ele ou ela está pensando em se matar você pode estimular essa pessoa a fazê-lo. Ao contrário. O que dizem os especialistas é que se você estiver desconfiando da intenção de alguém, deve abordá-lo da forma mais direta possível perguntando se ele já pensou nisso e se já chegou a planejar o ato. É desta forma que você irá saber a gravidade da situação.


No caminho da prevenção
A grande questão por trás do suicídio é o que fazer - ou mesmo, se há o que fazer - quando uma pessoa chega ao ponto de desistir da vida. Há quem procurar? Depressão, angústia, medo, desamparo, apatia. Estes são os sentimentos que corroem um ser humano até que tudo deixa de fazer sentido. É nesse momento que o suicídio surge como única saída. É o que os especialistas chamam de "afunilamento" das percepções, muito comum em níveis avançados de depressão.
Como ajudar nesses casos? Se aproximando da pessoa, conversando abertamente e a encaminhando a um tratamento adequado. De início, o indicado é tentar entender onde dói, o que o incomoda, o porquê do indivíduo não enxergar outras saídas. Em seguida, procure ampliar sua percepção apontando para opções que ele não consegue ver.

No caso do suicídio, o termo "prevenção" adquire um significado diferente, porque não se trata de um processo preventivo qualquer. A trajetória inclui a identificação de sinais verbais e não-verbais sutis que já indicam certa gravidade no quadro de quem os expressa e é preciso agir rapidamente. Ou seja, não se trata de evitar uma "doença" antes que ela apareça, e sim de estancar um processo já em evolução.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

EXALTAÇÃO À VIDA


A vida quer que se expresse, é desafio que merece reflexão.

Inata, em todas as coisas, dorme no mineral por milhões de anos até sonhar no vegetal, quando tem início o despertar das suas potencialidades extraordinárias e de difícil apreensão mesmo pelas inteligências mais primorosas.

Atravessando o silêncio dos tempos, adquire maior sensibilidade no animal, por meio do instinto que desvela, desenvolvendo o sistema nervoso que se aprimora, e no ser humano alcança a plenitude espiritual.

Assim considerando, é indispensável investir todos os valores intelecto-morais em favor da sua preservação.

Originada no Psiquismo Divino como um campo primordial de energia, conduz todos os elementos indispensáveis ao seu engrandecimento durante a trajetória que lhe cumpre desenvolver até lograr a fatalidade que lhe está destinada.

Não raro confundida com automatismo ou pulsações caóticas do acaso, é a mais pujante expressão da realidade que dá origem a todas as coisas.

Para onde se direcione o pensamento e se proceda a observação, ei-la que se apresenta enriquecedora, convidando a reflexões acuradas.

Por mais o ser humano se rebele e deseje fugir do fenômeno da vida, mais a defronta, porquanto jamais se extingue.

Impulso que parte da vibração inicial e adquire complexidade, faculta o entendimento de si mesma em penosas circunstâncias, quando atrelada à revolta e à ignorância, ou se dá com ternura e júbilo através da correnteza do amor e seus estímulos.

Desse modo, ama a tudo e a todos, deixando-te arrebatar pela excelência dos acontecimentos, que te constituem razões de aprendizado para aquisição da beleza a que te destinas.

Contribui em favor do seu desabrochar mediante a razão bem orientada e a emoção equilibrada.
És vida e és parte essencial da vida em tudo manifestada.

Oferece a tua contribuição de harmonia, nunca a depredando, nem gerando embaraços que lhe possam perturbar a marcha.

À medida que cresças interiormente, mais entenderás as leis de equilíbrio que a regem e os objetivos elevados que encerra.

Ante o ritmo pulsante do Universo,adapta o passo das tuas realizações e arregimenta forças para seguir no rumo do infinito.

Quanto mais conquistas espaços-luz, mais se te apresentarão outras dimensões a penetrar.
Nunca cessando, a vida te conduz ao Cosmo, em um mergulho de consciência lúcida no oceano da sabedoria.

Respeita a vida em qualquer aspecto que se apresente.

Limpa uma vala, planta uma arvora, semeia um grão, viabiliza uma ocorrência enobrecedora, oferta um copo com água fria, brinda um sorriso, sê útil de qualquer maneira…

A vida transcorrerá para ti conforme a desenvolvas.

Diante de qualquer dificuldade, insiste com amor e aguarda os resultados, sem aflição.

Não blasfemes, nem te rebeles, quando algo não te corresponder à expectativa.

És vida em ti mesmo, e o exterior sempre refletirá o que cultives internamente.

Jamais te evadirás da tua realidade.

Assim, torna enriquecedora e produtiva a tua existência, sendo um hino de louvor e de exaltação à vida.
Mensagem de Joanna de Ângelis, através da psicografia de Divaldo Pereira Franco.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009